quinta-feira, 6 de junho de 2013

O MITO DO LEITO DE PROCUSTO E A IGNORÂNCIA QUE NOS RODEIA

Por Elenckey Pimentel

Procrusto, também conhecido como "Procrustes", "Procusto", "Damastes" ou "Polipémon" é um personagem da mitologia grega que faz parte da história de Teseu. Procusto era um bandido que vivia na serra de Elêusis. Em sua casa, ele tinha uma cama de ferro, que tinha seu exato tamanho, para a qual convidava todos os viajantes a se deitarem. Se os hóspedes fossem demasiado altos, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-los à cama, e os que tinham pequena estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente. Uma vítima nunca se ajustava exatamente ao tamanho da cama porque Procusto, secretamente, tinha duas camas de tamanhos diferentes. Procrusto significa "o esticador", em referência ao castigo que aplicava às suas vítimas.
Continuou seu reinado de terror até que foi capturado pelo herói ateniense Teseu que, em sua última aventura, prendeu Procusto lateralmente em sua própria cama e cortou-lhe a cabeça e os pés, aplicando-lhe o mesmo suplício que infligia aos seus hóspedes.
É bem verdade que ainda hoje se vê muitos Procustos, de vários tipos, espalhados por aí. Aquele que ignora a corrupção de seus políticos ajustando as coisas de modo a querer justificar aquilo que não tem justificativa, em vez de assumir o erro, o que seria mais honesto e maduro. Aqueles que se apoderam de uma pseudo-sabedoria religiosa e interpretam as Sagradas Escrituras de acordo com o que querem e ignorando aquilo que não entendem, em lugar de buscar uma interpretação – repito! – madura. Há ainda os pais de filhos sempre inocentes. Os culpados são sempre os filhos dos outros. E a grande invenção da qual o Brasil ignorante se orgulha: o jeitinho brasileiro, que faz adequar tudo ao driblar as leis e fazer do país uma grande vítima do Procusto mitológico que, até hoje, não se deparou com seu Teseu. E duvido que isso acontecerá!
No Acre, incrivelmente, parece que este mito é bem real. Pelo menos é um Estado CLÁSSICO! RS!

OREMUS!

Um comentário:

Elenckey Pimentel disse...

Eheheheh... gostei do adendo: "No Acre, incrivelmente, parece que este mito é bem real. Pelo menos é um Estado CLÁSSICO! RS! OREMUS!"

Elenckey