sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Apenas uma Fábula



        Esta é a fábula de um alto executivo que, estressado, foi ao psiquiatra. Relatou ao médico o seu caso. O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:
      ─ O senhor precisa se afastar por duas semanas da sua atividade profissional.   O conveniente é que vá para o interior, se isole do dia a dia e busque algumas atividades que o relaxem.
            Então o nosso executivo procurou seguir as orientações. Munido de vários livros, CDs e laptop, mas sem o celular, partiu para a fazenda de um amigo. Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois livros e ouvido quase todos os CDs. Continuava inquieto. Pensou então que alguma atividade física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava.
            Chamou o administrador da fazenda e pediu para fazer algo. O administrador ficou pensativo, viu uma montanha de esterco que havia acabado de chegar e disse ao nosso executivo:
          ─ O senhor pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será preparada para o cultivo.
            O administrador pensou consigo: “Ele deverá gastar uma semana com essa tarefa”.
            Ledo engano.
            No dia seguinte o nosso executivo já tinha distribuído o esterco por toda a área.
            O administrador então lhe deu a seguinte tarefa: abater 500 galinhas com uma faca.
            Essa foi fácil! Em menos de 3 horas já estavam todas prontas para serem depenadas.
            Pediu logo uma nova tarefa.
            O administrador então lhe disse:
        ─ Estamos iniciando a colheita de laranjas. O senhor vá ao laranjal levando três cestos para distribuir as laranjas por tamanho: pequenas, médias e grandes.
        No fim daquele primeiro dia o nosso executivo não retornou. Preocupado, o administrador se dirigiu ao laranjal. Viu o nosso executivo com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios, falando sozinho:
            ─ Esta é grande. Não, é média. Ou será pequena?
            ─ Esta é pequena. Não, é grande. Ou será média?
            ─ Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande?
           
Moral da história: Espalhar merda e cortar cabeças é fácil. O difícil é tomar decisões. Mais difícil ainda é tomar as decisões certas. Pois, às vezes, revestidos de arrogância ou ignorância, pensamos estar fazendo o certo quando estamos fazendo o errado, e tomamos decisões absurdas simplesmente por não sabermos o que fazer.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Época de eleição: é sempre bom lembrar!


ANTES DA POSSE

Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Barbeiro



               O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte, perguntou ao barbeiro o valor do serviço, e o barbeiro respondeu:
            - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
            O florista ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.
            Mais tarde, no mesmo dia, veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
            - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
            O padeiro ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.
            Naquele terceiro dia veio um político para um corte de cabelo. Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
            - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
            O político ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de políticos fazendo fila para cortar cabelo.  
            Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos.
            "Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão." (Eça de Queiróz)